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Coluna: Médica dos Rins

04/10/2019
Conheça o transplante renal

O transplante renal, a hemodiálise e a diálise peritoneal são opções de tratamentos com a finalidade de realizar o trabalho que os rins doentes não conseguem fazer. Fica a critério do paciente decidir junto com o seu médico nefrologista, qual será o tratamento mais adequado.

O Brasil é o segundo país no mundo que mais realiza transplantes, sendo aproximadamente 5.500 transplantes renais por ano. No entanto, há mais de 20 mil pessoas na fila de espera por um órgão. 
 
No transplante renal, um rim saudável é implantado dentro do abdome do receptor. Na maioria das vezes, o transplante ocorre em doentes que já fazem a diálise, mas também é possível realizá-lo antes do tratamento dialítico.  O procedimento dura cerca de 3 a 4 horas. 
 
O objetivo da transplantação renal é melhorar a qualidade de vida e aumentar a sobrevivência do paciente portador de insuficiência renal por meio do implante de um rim saudável. 
 
Vantagens do transplante renal:
- Dieta mais próxima do normal;
- Ingerir maior quantidade de líquidos;
- Mais disposição para realizar atividades físicas; 
- Não precisa mais fazer diálise;
- Tem mais qualidade de vida. 
 
Tipos de doadores:
 
Doador falecido ou cadáver 
O doador é uma pessoa que sofreu morte encefálica. O paciente aguarda em fila de espera para receber um rim de doador falecido. O tempo de espera é bastante variável, em geral demora mais de um ano para receber um rim. A fila funciona por compatibilidade, ou seja, recebe o rim aquele receptor que apresentar maior semelhança genética com o doador. 
 
Doador Vivo
É o tipo de transplante que apresenta melhores resultados, com menos complicações e maiores taxas de funcionamento do rim.
O candidato passa por exames e o histórico de saúde é avaliado rigorosamente.  Além disso, a doação deve ser espontânea e não pode gerar qualquer prejuízo emocional ou clínico para o doador. 
 
Quando um doador vivo não pode fazer uma doação?
- Insuficiência renal; 
- Infecções virais crônicas ativas (HIV, HTLV, hepatites B e C); 
- Câncer ativo ou recente; 
- Diabetes; 
- Uso de drogas ilícitas;
- Gravidez.
 
Exames de compatibilidade:  o primeiro exame analisado é o tipo sanguíneo ABO, depois são avaliados: Tipagem HLA e Crossmath, que analisam compatibilidade genética e a presença anticorpos, decisivos para o sucesso do transplante.
 
O pós-transplante: muitos cuidados devem ser mantidos, como vacinações, uso de protetor solar, atividade física, peso ideal, assim como uso correto das medicações prescritas, sob o risco de perda do novo rim, em caso de má adesão medicamentosa. Além disso, é necessário evitar remédios tóxicos aos rins, com anti-inflamatórios e determinados antibióticos, assim como contrastes usados em radiologia. Outro cuidado importante é em relação a infecções, uma vez que as medicações do transplante levam a menor atividade do sistema imunológico favorecendo o aparecimento de doenças infecciosas.
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